O que é o Hipoparatireoidismo?
O hipoparatireoidismo acontece quando as paratireoides produzem pouco ou nenhum paratormônio (PTH). Sem esse hormônio, o nível de cálcio no sangue cai e o de fósforo sobe.
O cálcio é essencial para o funcionamento dos músculos, dos nervos e do coração. Por isso, quando ele fica baixo, o corpo dá sinais como formigamento e cãibras. O hipoparatireoidismo é uma condição rara, mas pode ser controlado com tratamento e acompanhamento regular.
Sinais e sintomas
- Formigamento nas pontas dos dedos, nos pés e ao redor da boca
- Cãibras e espasmos musculares, principalmente nas mãos e nos pés
- Cansaço e fraqueza
- Ansiedade, irritabilidade e alterações de humor
- Dificuldade de concentração e memória ("mente nublada")
- Pele seca, unhas fracas e cabelo quebradiço
Sinais de alerta: espasmos musculares fortes, sensação de garganta fechando, falta de ar, convulsão ou palpitações podem indicar queda grave do cálcio. Nesses casos, procure um pronto-socorro imediatamente.
Quais são as causas?
- Cirurgia no pescoço: a causa mais comum. Pode acontecer após a retirada da tireoide ou das paratireoides, quando as glândulas são lesionadas ou removidas. Na maioria das vezes é passageiro e melhora em semanas ou meses. Quando dura mais de 6 a 12 meses, é considerado permanente.
- Doenças autoimunes: o sistema de defesa ataca as paratireoides.
- Causas genéticas: presentes desde o nascimento, como em algumas síndromes.
- Falta de magnésio: o magnésio muito baixo prejudica a produção e a ação do PTH.
Como é feito o diagnóstico?
- Cálcio no sangue: baixo. Pode ser medido como cálcio total corrigido ou cálcio iônico.
- PTH: baixo ou inadequadamente normal diante do cálcio baixo.
- Fósforo e magnésio: o fósforo costuma estar alto. O magnésio é avaliado para descartar falta.
- Vitamina D e função dos rins.
- Cálcio na urina de 24 horas: importante no acompanhamento, para proteger os rins.
Como é o tratamento?
O objetivo é manter o cálcio em níveis seguros, aliviar os sintomas e proteger os rins:
- Cálcio oral: em comprimidos, várias vezes ao dia, geralmente junto com as refeições.
- Vitamina D ativa (calcitriol): ajuda o corpo a absorver o cálcio, papel que o PTH faria.
- Magnésio e vitamina D comum: quando estão baixos.
- Reposição de PTH: opção mais recente, indicada em casos selecionados que não ficam bem controlados com o tratamento convencional.
- Cálcio na veia: usado no hospital, em crises de cálcio muito baixo.
As doses são ajustadas com frequência pelo médico. Em geral, a meta é manter o cálcio na faixa baixa da normalidade, o suficiente para evitar sintomas sem sobrecarregar os rins.
Cuidados no dia a dia
- Tome os remédios nos horários certos e nunca mude as doses por conta própria
- Aprenda a reconhecer os sinais de cálcio baixo (formigamento, cãibras) e de cálcio alto (sede, náusea, confusão)
- Faça os exames de controle com a frequência indicada, principalmente no início do tratamento
- Avise o médico em caso de vômitos, diarreia, gravidez ou uso de novos medicamentos, que podem alterar o cálcio
- Beba bastante água, para ajudar a proteger os rins
- Tenha sempre em mãos um resumo do seu diagnóstico e dos remédios, para emergências
Conviver com uma doença rara pode ser solitário, e os sintomas nem sempre são compreendidos por quem está por perto. Mas você não está sozinho: a ABRATIP reúne informação confiável e uma comunidade de pacientes que vivem a mesma realidade.
Importante: este conteúdo é informativo e não substitui a consulta com um médico. O tratamento deve ser acompanhado por um endocrinologista.