O que é o Hipertireoidismo?
O hipertireoidismo acontece quando a tireoide produz hormônios em excesso. Com isso, o metabolismo acelera e o corpo passa a funcionar em um ritmo acima do normal.
É como se o organismo estivesse sempre "ligado no máximo": o coração bate mais rápido, a pessoa emagrece sem motivo aparente, sente calor e fica mais agitada. A causa mais comum é a Doença de Graves. O hipertireoidismo tem tratamento e, com acompanhamento adequado, pode ser bem controlado.
Sinais e sintomas mais comuns
- Coração acelerado ou palpitações
- Perda de peso mesmo com apetite aumentado
- Calor excessivo e muito suor
- Tremor nas mãos
- Ansiedade, irritabilidade e nervosismo
- Dificuldade para dormir
- Intestino mais solto ou idas frequentes ao banheiro
- Fraqueza muscular e cansaço
- Alterações no ciclo menstrual
- Aumento do volume do pescoço (bócio)
Doença de Graves
É a principal causa de hipertireoidismo. Trata-se de uma doença autoimune: o sistema de defesa produz anticorpos que estimulam a tireoide a trabalhar demais.
Além dos sintomas acima, a Doença de Graves pode afetar os olhos, causando olhos saltados, vermelhidão, sensação de areia, lacrimejamento e visão dupla. Esse quadro precisa de acompanhamento específico, e parar de fumar é fundamental, pois o cigarro piora o comprometimento dos olhos.
Outras causas
- Bócio multinodular tóxico: vários nódulos na tireoide produzindo hormônio em excesso.
- Nódulo tóxico (adenoma tóxico): um único nódulo hiperfuncionante.
- Tireoidites: inflamações da tireoide que liberam hormônio no sangue, geralmente de forma passageira.
- Excesso de hormônio tireoidiano em comprimido: por dose acima do necessário.
Como é feito o diagnóstico?
O primeiro passo é um exame de sangue que mede o TSH, o T4 livre e, às vezes, o T3. No hipertireoidismo, o TSH costuma estar baixo e os hormônios da tireoide, altos.
Para descobrir a causa, o médico pode pedir a dosagem do anticorpo TRAb (típico da Doença de Graves), ultrassonografia e cintilografia da tireoide.
Como é o tratamento?
A escolha depende da causa, da idade, da gravidade e das preferências do paciente, sempre em conversa com o médico. As principais opções são:
- Medicamentos antitireoidianos: reduzem a produção de hormônios. O mais usado é o metimazol.
- Betabloqueadores: aliviam sintomas como palpitação e tremor enquanto os hormônios se normalizam.
- Iodo radioativo: uma dose oral que reduz a atividade da tireoide de forma definitiva.
- Cirurgia (tireoidectomia): retirada da tireoide, indicada em casos específicos, como bócios grandes ou nódulos.
Após o iodo radioativo ou a cirurgia, é comum a pessoa passar a ter hipotireoidismo e precisar de reposição hormonal diária, que é simples e segura.
Cuidados no dia a dia
- Tome os remédios exatamente como prescrito e não interrompa por conta própria
- Faça os exames de controle nas datas indicadas
- Se estiver usando antitireoidiano e tiver febre ou dor de garganta, procure o médico imediatamente
- Evite cigarro, principalmente se tiver Doença de Graves
- Se planeja engravidar, converse antes com o médico, pois o tratamento pode precisar de ajustes
Sem tratamento, o hipertireoidismo pode sobrecarregar o coração e enfraquecer os ossos. Por isso, o acompanhamento regular faz toda a diferença. E você não está sozinho: a ABRATIP reúne informação confiável e uma comunidade de pacientes que vivem a mesma realidade.
Importante: este conteúdo é informativo e não substitui a consulta com um médico. Em caso de sintomas, procure um endocrinologista.